ACBJJ 23: FELIPE ‘LARANJINHA’ COSTA LUTA NO BRASIL PELO CINTURÃO ATÉ 90KG CONTRA O RUSSO ELDAR SAYIDOV

Bronze no Mundial do ADCC, o faixa-preta maranhense volta ao evento depois de finalizar Ayub Gudanatov com um heel hook em Moscou

Felipe Costa, o ‘Laranjinha’, é mais um nome confirmado no ACBJJ 23, evento de lutas casadas que acontece no dia 13 de novembro, no Rio de Janeiro. O brasileiro vai enfrentar o russo Eldar Sayidov em duelo sem kimono válido pelo cinturão até 90kg da organização. Será a chance de lutar diante da torcida do seu país e de somar mais um título a uma carreira que vem crescendo a cada temporada no grappling profissional.

Laranjinha conhece bem o caminho das vitórias no ACBJJ. Na última vez em que pisou no tatame da organização, ele saiu com o braço erguido. Foi na vigésima edição do evento, realizada em Moscou, na Rússia, no fim do ano passado: o faixa-preta finalizou Ayub Gudanatov no inside heel hook, num confronto disputado na categoria até 95kg. Agora, mais leve e jogando em casa, ele entra no confronto determinado a faturar mais um cinturão.

Felipe Costa em imagem que divulga a participação dele no Mundial do ADCC da temporada. Foto: Divulgação / ADCC
Felipe Costa em imagem que divulga a participação dele no Mundial do ADCC da temporada. Foto: Divulgação / ADCC

FELIPE COSTA, DO MARANHÃO PARA O PÓDIO DO MUNDIAL DO ADCC

Natural do Maranhão e radicado nos Estados Unidos, onde vive como atleta profissional, o faixa-preta de Xande Ribeiro se firmou como um dos brasileiros mais perigosos do sem kimono. A credencial de mais peso veio no Mundial do ADCC de 2024, quando ele representou muito bem o Brasil na divisão até 88kg e terminou em terceiro lugar.

Em 2026, Felipe voltou ao maior palco do grappling, no Mundial do ADCC disputado em setembro, na Polônia, e não se limitou ao sem kimono. Em fevereiro, ele trajou o kimono novamente e foi o melhor atleta do pesadíssimo no Austin Winter Open, competição aberta da IBJJF, no Texas. No absoluto, fechou a final com um colega de equipe e terminou a campanha com quatro vitórias e quatro finalizações, um retrato fiel do seu estilo.

LUTAS CASADAS SÃO TERRENO CONHECIDO PARA O ‘LARANJINHA’

O formato de superlutas também combina com Felipe. No Who’s Number One, um dos principais eventos de lutas casadas dos Estados Unidos, ele finalizou Abraham La Montagne com um triângulo invertido no WNO 31 e depois foi escalado para encarar Sebastian Attard no meio-pesado. A experiência em grandes noites, com câmera, luzes e pressão da plateia, deve pesar a favor do brasileiro no Rio.

Pôster oficial do duelo entre Felipe Costa e Eldar Sayidov, válido pelo cinturão No Gi até 90kg do ACBJJ 23
Pôster oficial do duelo entre Felipe Costa e Eldar Sayidov, válido pelo cinturão No Gi até 90kg do ACBJJ 23. Arte: ACBJJ

Do outro lado estará Eldar Sayidov, aposta russa para manter o cinturão longe do Brasil. O ACBJJ, organização criada na Rússia, tem tradição em colocar atletas brasileiros e do Leste Europeu frente a frente, e o duelo com Laranjinha segue exatamente esse roteiro. A descida de 95kg para 90kg também joga a favor do brasileiro, já que o limite fica muito próximo dos 88kg da divisão em que ele brilhou no ADCC. Ou seja, Laranjinha chega ao Rio no peso em que se sente mais confortável e com a explosão que o tornou conhecido. O evento ainda não divulgou detalhes sobre a transmissão nem o horário das lutas.

UM CARD DE PESO NO RIO DE JANEIRO

Felipe Costa não estará sozinho na noite carioca. O card do ACBJJ 23 tem como luta principal o duelo entre André Galvão e Rousimar ‘Toquinho’ Palhares, numa luta da modalidade ‘Battle’, que mistura grappling com golpes. No co-main event, Rodolfo Vieira enfrenta o norte-americano Kelvin Gastelum, numa luta No Gi entre dois atletas com contrato no UFC. Jonnatas Gracie, que vai disputar o cinturão de kimono até 80kg contra o cazaque Islam Mamilov, é outro brasileiro confirmado.

Com tantos nomes conhecidos do público brasileiro, a expectativa é de casa cheia para uma das noites mais movimentadas do calendário de grappling no país. Para Felipe Costa, a missão é clara: transformar o apoio da torcida em mais um cinturão e mostrar que o Jiu-Jitsu brasileiro segue forte também nas superlutas sem kimono.

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