Gabriel Brod vive o principal momento da carreira no Jiu-Jitsu. Faixa-preta de Felipe Pena, o gaúcho de Pelotas está confirmado no ADCC, na Polônia, onde disputará pela primeira vez o evento principal da maior competição de grappling do mundo. Recém-campeão brasileiro sem kimono, o atleta chega motivado para buscar um título inédito na divisão até 88kg.
Antes de se dedicar ao Jiu-Jitsu, Brod passou pelo motocross, praticou Muay Thai, serviu ao Exército e cursou Nutrição. Foi justamente durante a carreira militar que conheceu a Arte Suave. Entre todas as experiências, ele destaca a missão humanitária no Haiti como o momento que mais contribuiu para sua formação, principalmente pelas lições de resiliência, disciplina e determinação adquiridas ao lado de integrantes das Forças Especiais.
O convite para disputar o ADCC representa, segundo o atleta, a confirmação de um objetivo cultivado há anos. “Sempre acreditei que poderia estar entre os melhores atletas da minha divisão de peso e receber esse convite foi a materialização do que já acreditava há muito tempo”, afirmou.

AO LADO DO MESTRE, GABRIEL BROD ENCARA UMA DAS DIVISÕES MAIS COMPETITIVAS DO EVENTO
A campanha ganha um significado especial por ser compartilhada com Felipe Pena. Mestre de Gabriel e atual campeão da categoria acima de 99kg, ‘Preguiça’ também estará em ação na Polônia. Enquanto Pena defenderá o título, o pupilo tentará conquistar sua primeira medalha de ouro no evento. Para Brod, dividir esse momento com quem foi decisivo em sua evolução dentro do esporte é uma oportunidade única.
A divisão até 88kg perdeu o bicampeão Giancarlo Bodoni, mas segue entre as mais difíceis do torneio. Pedro Marinho, Gustavo Batista, Pawel Jaworski e Nathan Haddad aparecem entre os principais candidatos ao pódio. Mesmo diante de um cenário tão competitivo, Brod acredita que sua agressividade e intensidade podem ser diferenciais para enfrentar qualquer adversário de igual para igual.
Além da preparação para o ADCC, o atleta chega embalado pelo título do Brasileiro No Gi, competição que evidenciou o crescimento da presença internacional no grappling.
Na avaliação de Brod, o desempenho de atletas estrangeiros reforça que o Jiu-Jitsu sem kimono vive uma expansão global. Para ele, a modalidade deixou de ser concentrada em poucos países e passa a reunir competidores de alto nível em diferentes partes do mundo, elevando o grau de dificuldade das principais competições e tornando o cenário cada vez mais equilibrado.


