O Polaris 40 já tem luta principal definida, e ela vem carregada de história. Garry Tonon e Sam McNally se reencontram no sábado, dia 21 de novembro, no Southampton Central Hall, em Southampton, na Inglaterra, valendo o cinturão dos leves da organização britânica. Os dois já se cruzaram no maior palco do grappling mundial: no ADCC 2022, o irlandês surpreendeu o norte-americano, então cabeça de chave número 1 da categoria, e venceu por três pontos a zero.
O anúncio foi feito pelo próprio Polaris, que vendeu o confronto como um acerto de contas. Na apresentação oficial do evento, a organização resume o clima em poucas palavras: Tonon está de volta, e desta vez é pessoal. Por enquanto, o duelo entre os dois é a única luta confirmada no card, e a expectativa é que as demais disputas da noite sejam reveladas nas próximas semanas, como costuma acontecer nas edições numeradas da organização.

QUATRO ANOS DEPOIS DA ZEBRA NO ADCC, GARRY TONON QUER DAR O TROCO EM SAM MCNALLY COM UM CINTURÃO EM JOGO
Garry Tonon é um dos nomes mais conhecidos do grappling sem kimono da última década. O norte-americano ganhou fama pelo estilo agressivo, sempre à caça da finalização, com destaque para os ataques de chave de calcanhar, e depois levou esse repertório para o MMA, onde construiu carreira no ONE Championship. Por isso, a derrota na estreia do ADCC 2022 foi uma das grandes surpresas daquela edição, e o reencontro no Polaris 40 é a chance de virar essa página.
Do outro lado, Sam McNally carrega aquela vitória como um dos marcos da carreira. O irlandês derrubou o favorito da chave e agora tem a oportunidade de provar que o resultado de quatro anos atrás não foi obra do acaso. A diferença é que, desta vez, não haverá chave de torneio nem segunda chance: será uma luta casada, sob as regras de superluta do Polaris, e quem tiver o braço erguido sai de Southampton com o cinturão dos leves.
POLARIS 40 VOLTA AO SOUTHAMPTON CENTRAL HALL, PALCO DE ALGUMAS DAS NOITES MAIS MARCANTES DA ORGANIZAÇÃO
O Southampton Central Hall é uma casa conhecida do Polaris. Foi lá que Craig Jones enfrentou o brasileiro Davi Ramos no Polaris 17 e, anos depois, encarou o veterano do UFC Gerald Meerschaert na luta principal do Polaris 26. O ginásio também recebeu o Polaris 19 e o Polaris 22, noite do GP dos médios que ainda teve o duelo entre Ash Williams e Carlos Condit, ex-campeão interino do UFC, no mesmo card.
A organização chega à 40ª edição numerada em ritmo forte. No Polaris 39, no último dia 3 de outubro, no Doncaster Dome, o japonês Yuki Takahashi estragou a estreia de Shay Montague e conquistou o cinturão dos galos, enquanto o norueguês Tommy Langaker levou a melhor sobre Eoghan O’Flanagan. Antes disso, no Polaris 38, em Bath, o polonês Mateusz Szczecinski venceu três lutas para faturar o GP dos meio-médios, que reuniu oito dos melhores atletas da categoria até 77kg.
BRASILEIROS CONHECEM BEM O POLARIS: NO POLARIS 37, O BJJ STARS PERDEU PARA O TIME DA CASA EM DUBLIN
O público brasileiro tem motivos para acompanhar o Polaris de perto. No Polaris 37, em Dublin, na Irlanda, a seleção Team Polaris All Stars venceu o time do BJJ Stars por 20 a 10, no formato Squads, que coloca equipes inteiras frente a frente. Na mesma noite, no intervalo das disputas por equipes, Helena Crevar defendeu o cinturão dos leves feminino. O BJJ Stars, evento idealizado por Fepa Lopes, viveu uma noite bem diferente no BJJ Stars 19 – World Cup, quando Gregor Gracie foi o grande campeão do GP de Masters e faturou 200 mil reais.
O Polaris 40 terá transmissão ao vivo da FloGrappling, e os ingressos já estão à venda pelo site oficial da organização. As próximas lutas do card, assim que confirmadas, serão acompanhadas pela The Mat Nation.


