O mês de dezembro levou ao extremo o talento de Julinho Martins, o mais novo faixa-marrom de Melqui Galvão. No Mundial No Gi, competição da IBJJF que aconteceu de 11 a 13 de dezembro, em Las Vegas, Julinho foi campeão no peso médio, na divisão faixa-roxa adulto. Em sua primeira vez participando do torneio, última grande competição da IBJJF no calendário anual, o atleta fez por merecer o topo depois de seis lutas.

Na sequência, Julinho foi convocado para lutar na Rússia, no ACBJJ World Open Championship, com e sem kimono. Ele saiu dos Estados Unidos e voou direto rumo ao próximo desafio, sem tempo para descanso já que a competição em Moscou aconteceria no final de semana seguinte ao Mundial em Vegas, de 19 a 22 de dezembro. O número de vitórias acumuladas para faturar quatro medalhas de ouro, Gi e No Gi, peso e absoluto, não é nada menos que impressionante: 14 resultados positivos para provar, de modo incontestável, que ele é diferente.
Aproveitando a sensação boa de missão cumprida, Julinho relaxou um pouco e cedeu uma entrevista para a The Mat Nation. Com o peito repleto de ouros, o atleta assume que está um nível acima depois de impor o seu jogo em 20 lutas consecutivas, mas ele entende a importância de manter a humildade para sempre evoluir.
“Para mim esse momento é de muita felicidade, mas também de muito pé no chão, porque os resultados são frutos do meu trabalho constante. Eu não posso perder o foco”, reforçou.

NA CBJJ E NO ADCC, JULINHO MARTINS CONSEGUIU TÍTULOS NACIONAIS IMPORTANTES LUTANDO GRAPPLING
Com títulos mundiais conquistados na reta final da temporada, Julinho encerrou um ciclo na faixa-roxa depois de trilhar um caminho dourado ao longo de seis meses. No decorrer do ano, ele foi campeão brasileiro sem kimono pela CBJJ e também levou o título nacional com a chancela do ADCC. Ele está mais do que pronto para fazer frente entre os melhores da faixa-marrom.
“Eu me arrisco a dizer que sou um atleta treinado para ser completo. Se tiver que trocar em pé, eu troco. Se tiver que passar, eu vou fazer isso. Também tenho muita confiança no meu jogo de guarda. O que se manteve foi a inteligência nas estratégias, tanto de pano quanto sem”, disse Julinho, que recebeu a faixa-marrom, com o aval de Melqui Galvão, pelas mãos do pai, Julio Martins, faixa-preta de Jiu-Jitsu. Julinho treina com o pai de Mica Galvão, em Jundiaí, desde a faixa-verde.

LUTAR COMO UM ATLETA MADURO PESOU NO BRILHANTISMO DOS RESULTADOS RECENTES
A evolução, dentro e fora do tatame, não vem sem maturidade. Foi por isso, inclusive, que Julinho foi recompensado com a nova faixa que veio em uma data simbólica, no dia 25 de dezembro, o maior presente que ele poderia receber para encerrar a temporada. Ao avaliar a fase positiva, uma resposta natural da disciplina em uma rotina de treinos intensa, Julinho cita a maturidade como fator determinante para a excelência.
“O que mais contribuiu para esse salto na minha perfomance foi claramente a minha maturidade nas competições. Como eu costumo dizer, esse discernimento, em alguns pontos da luta, supera a técnica. Isso é algo que eu venho buscando muito”, concluiu.


