BRASILEIRO 2026: GABI PESSANHA DESEMPATA O SALDO DE ABSOLUTOS EM DUELO CONTRA SARAH GALVÃO

Erich Munis ficou com o ouro em mais uma final com Gabriel Veloso, seu aluno na Soldiers; desta vez, teve luta para definir o topo do pódio
Gabrieli Pessanha e Sarah Galvão estão fazendo história no Jiu-Jitsu. Confrontos das duas em decisões de absoluto são sempre aguardados com enorme expectativa. No Brasileiro, não foi diferente. Foto: @bjjreach

Mais um capítulo da rivalidade entre Gabi Pessanha e Sarah Galvão foi escrito no Brasileiro da temporada, competição que aconteceu de 24 de abril a 3 de maio. As finais do faixa-preta adulto, no último dia, mais uma vez contou com o protagonismo da rivalidade sadia entre duas das atletas mais proeminentes da nova geração do Jiu-Jitsu competitivo.

A decisão do absoluto entre as duas vem roubando a cena desde o Europeu, em Lisboa, no início da temporada de 2026. Foi Gabi quem venceu naquela ocasião. No Pan, na Flórida, foi a vez de Sarah, a estreante levinha, tirar a rainha Gabi desse território que ela já conhecia tão bem, o de campeã sem limite de peso, levando o fã do esporte a um estado de êxtase.

Com uma vitória para cada lado, em Barueri foi Gabi quem faturou a medalha de ouro. Com placar elástico e imposição de domínio, a faixa-preta da Cidade de Deus anotou doze pontos no placar. Sarah, por sua vez, aguerrida como sempre, lutou até o segundo final. No Mundial, na Califórnia, as duas podem voltar a ficar frente a frente em mais uma decisão do peso aberto. 

Na primeira decisão das finais, que sempre começa pelo feminino, Mayssa Bastos venceu Jessica Caroline no confronto mais importante no peso galo. Mayssa conseguiu ditar o ritmo por todo o confronto, acumulando pontos no jogo por cima. Antes de finalizar no estrangulamento, a faixa-prata da AOJ, agora tetracampeã brasileira, anotou 17 pontos a 0 no placar. 

IRMÃS FUNEGRA NO TOPO: ASHLEE E MIA VENCEM EM SEQUÊNCIA PARA VALORIZAR AINDA MAIS A METODOLOGIA APLICADA NA AOJ

Tanto Ashlee Funegra quanto Maria Luiza Nunes queriam muito o título no Brasileiro da temporada, no peso pluma. Com seis a seis nos pontos para cada lado, com empate inclusive nas vantagens, a definição da campeã foi uma responsabilidade da arbitragem, que declarou a atleta da AOJ como a campeã do peso pluma. Foi a segunda vitória em sequência para a escola dos irmãos Mendes. 

Mia Funegra viu a irmã vencer a final do peso pluma para entrar no tatame, logo em seguida, na disputa final do peso pena. A faixa-preta da AOJ, campeã mundial de Jiu-Jitsu pela IBJJF, conseguiu agora o título no Brasileiro competindo na elite do esporte. Na última luta da categoria, Mia venceu Gabriela Pereira por finalização e deu sequência à campanha brilhante dos atletas da AOJ nas finais do faixa-preta adulto. 

Mia Funegra dominou o confronto contra Gabriela Pereira, na final do peso pena, para garantir o ouro no Brasil.
Mia Funegra dominou o confronto contra Gabriela Pereira, na final do peso pena, para garantir o ouro no Brasil. Foto: @kingzkimonos

Sarah Galvão foi a grande campeã do peso leve no torneio mais aguardado da CBJJ. Em um confronto duro contra Vitória Vieira, atleta da GFTeam, a representante da Atos apresentou jogo mais efetivo, o que fez com que ela acumulasse quatro vantagens. Nos pontos, o placar marcou 0x0. Esse é o primeiro título de Sarah no Brasileiro, atuando com a faixa-preta.

DUAS VEZES CAMPEÃ NO BRASIL: ELISABETH CLAY RESSURGE IMPECÁVEL DEPOIS DO REVÉS NO PAN-AMERICANO, NOS EUA 

Parece até que Elisabeth Clay se sente mais inspirada lutando em solo verde e amarelo. Na final do peso médio no Brasileiro, a norte-americana enfrentou Lillian Marchand, da Atos. A vitória de Clay, além de significar o bicampeonato no Brasileiro, foi uma oportunidade de revanche para a atleta. Na final do peso médio, no Pan, Elisabeth enfrentou Marchand e não obteve o mesmo sucesso. No resultado final, a faixa-preta da Six Blades conseguiu prevalecer no combate, atacou perna e pé e encontrou o caminho da finalização. 

Elisabeth Clay comemora bicampeonato no Brasileiro de Jiu-Jitsu, em São Paulo.
Elisabeth Clay comemora bicampeonato no Brasileiro de Jiu-Jitsu, em São Paulo. Foto: @kingzkimonos

Maca Vicentini foi a grande campeã do meio-pesado no dia das finais. A atleta da AOJ enfrentou Ingridd Alves em um duelo equilibrado e os dois pontos de raspagem, contabilizados por Maca, definiram a faixa-preta da AOJ como campeã da divisão. Esse título é o segundo de Maca no Brasileiro desde que foi graduada à faixa-preta. 

Yara Soares está brilhando no peso pesado. Depois do ouro do Europeu, a faixa-preta da Fratres entrou no Brasileiro na caça de mais um título. Com estratégia impecável sobre Tamiris Silva, Yara anotou 11 pontos a 0, não sofreu perigo, e levou mais um título do torneio para casa. 

Gabi Pessanha definiu o resultado da final do peso super-pesado, no Brasileiro, com agilidade impressionante. Diante de Mikaela Barros, a multicampeã teve pressa para adicionar mais um título do Brasileiro em sua vasta coleção de medalhas de ouro. Com menos de um minuto de ação, Gabi derrotou Mikaela com um estrangulamento. 

A final do pesadíssimo masculino foi composta por atleta e professor, ambos representantes da Soldiers. Vinicius Liberati e Erich Munis entraram no tatame para entregar ação no dia das finais do Brasileiro da CBJJ. Com placar empatado em 6 a 6, Liberati venceu com a diferença de uma vantagem. Depois do ouro no Europeu, esse é o segundo título de Grand Slam conquistado por Vinícius no alto rendimento. 

ALLIANCE RIO DE JANEIRO MARCOU PRESENÇA FORTE NO BRASILEIRO COM CAMPANHAS DE ÍTALO ALMEIDA E RERISSON GABRIEL

Foi eletrizante o embate da finalíssima dos galos em São Paulo. Ítalo Almeida e Welerson Gonçalves entregaram um confronto de bastante entrega, com movimentação nada monótona. O faixa-preta da Nova União teve garra para tentar uma recuperação, mas Ítalo mostrou empenho para manter a liderança e ampliar ainda mais a diferença de pontos. No final, ele venceu por 10 a 6. 

Rerisson Gabriel fez de novo! Na final dos plumas do Brasileiro, o atleta da Alliance Rio de Janeiro desbancou Diego ‘Pato’, favorito da divisão, por duas vantagens. Com frieza estratégica para manter a liderança no placar, Rerisson levou o público presente no ginásio em São Paulo ao delírio brilhando, mais uma vez, diante de um grande nome do esporte. No Pan do ano passado, Rerisson fez o mesmo com Diogo Reis, vencendo naquela ocasião por decisão da arbitragem. 

A briga pelo ouro na final do peso pluma teve a estratégia fria de Rerisson Gabriel como elemento fundamental.
A briga pelo ouro na final do peso pluma teve a estratégia fria de Rerisson Gabriel como elemento fundamental. Foto: @bjjreach

Meyram Maquiné e Cleison Gabriel continuaram levantando a torcida no dia das finais do Brasileiro de Jiu-Jitsu. Cleison, finalista em sequência representando a Alliance Rio de Janeiro, vendeu caro a vitória para Meyram que, sempre muito habilidoso, teve que apresentar mais volume de jogo com a meta de se manter na frente. É o primeiro título de Meyram, como faixa-preta, no Brasileiro. 

ANTES RIVAIS, AGORA PARCEIROS DE EQUIPE: ANDY MURASAKI E TAINAN DALPRA BRILHAM, AGORA DEFENDENDO A MESMA BANDEIRA

Andy Murasaki mostrou que está mais do que lapidado durante atuação no Brasileiro da CBJJ, competição que aconteceu por 10 dias ininterruptos em São Paulo. Foram quatro lutas no peso leve, taxa de finalizações em 100% sem sofrer qualquer ponto na jornada rumo ao ouro. Isso que é passar totalmente ileso pelo torneio mais acirrado do calendário da IBJJF. Na final da divisão, Andy finalizou Luis Felipe Ribas, da Almeida JJ, com um armlock clássico, executado com perfeição técnica. 

Tainan Dalpra segue assinando uma temporada perfeita tendo o ouro do Brasileiro como seu título mais recente. Em mais uma final contra José Steve na chave dos médios, eles haviam se enfrentado na decisão do Europeu, o atleta da AOJ voltou a finalizar o talento da Dream Art. Como tradição, Tainan exibiu a bandeira do Brasil sob a receptividade da torcida de seu país natal. 

Já virou uma tradição: Tainan Dalpra mostra ao pública a bandeira do Brasil como sinal de gratidão. Foto: @gbzin.foto

A equipe liderada por Erich Munis e Meyram Maquiné mais uma vez configurou uma final no Brasileiro de Jiu-Jitsu da temporada. Na decisão dos meio-pesados, Gabriel Galvão e Alex Munis toparam lutar para ver quem ia ser o dono da medalha de ouro da divisão. Alex Munis, irmão de Erich, levou a melhor nos pontos e venceu por 2×0.

Leo Ferreira, nome forte da linha de frente de competidores de Mario Reis, segue com desempenho estável no primeiro lugar desde o Europeu. Foto: @gbzin.foto

Leonardo Ferreira entrou como promessa no alto rendimento e vem provando que as expectativas tiveram fundamento. O faixa-preta de Mário Reis conquistou no último dia de Brasileiro seu segundo título de Grand Slam da IBJJF. Em janeiro, no Europeu, ele também foi medalhista de ouro. A final do campeonato no Brasil, entre os atletas do peso pesado, foi contra Rider Zuchi. No duelo, marcado por ação equilibrada, foi Leo quem ficou com o título graças à diferença de apenas uma vantagem. 

O BERG CHEGOU: LUTANDO PELA CHECKMAT, GUTEMBERG PEREIRA MOSTRA JIU-JITSU INSPIRADO NO BRASILEIRO

Gutemberg Pereira voltou com tudo às grandes competições da CBJJ/IBJJF. Na final do pesadíssimo, Guto enfrentou Pedro Alex ‘Bombom’ em um confronto mais contido, com mais estudo e menos explosão. Com um placar sem pontos ou vantagens, a arbitragem definiu Gutemberg como campeão do duelo. Esse é o primeiro título brasileiro do atleta na faixa-preta, agora representante da Checkmat. 

Erich Munis venceu o pupilo Gabriel Veloso na final do absoluto, luta de encerramento do faixa-preta adulto. Foram três as finais da elite do esporte com atletas da Soldiers se enfrentando, todas sem fechamento de luta. Um feito digno de nota. Erich Munis ficou com a prata no super-pesado diante de Vinicius Liberati. No absoluto, o campeão múltiplo resolveu o compromisso logo no início, finalizando Gabriel Veloso com um bote rápido no armlock. 

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