MUNDIAL DA PBJJF 2026: BEL AIR ABRE OS TATAMES NESTE SÁBADO COM MAIS DE US$ 70 MIL EM PRÊMIOS E CINTURÃO PARA O ABSOLUTO

Lutas com e sem kimono começam às 10h de Brasília, com transmissão da FloGrappling, e os campeões de 2025 viram a régua para a nova edição

O Mundial da PBJJF 2026 começa neste sábado, dia 24 de outubro, na APGFCU Arena, em Bel Air, no estado de Maryland, nos Estados Unidos. A PBJJF reúne no mesmo dia as disputas com e sem kimono e o Mundial Youth, com mais de US$ 70 mil em prêmios e um cinturão dourado reservado ao campeão absoluto.

As portas do ginásio abrem às 8h e as primeiras lutas estão marcadas para as 9h, no horário local, o que equivale às 10h de Brasília. A FloGrappling, parceira da federação, transmite o campeonato ao vivo para assinantes da plataforma. As inscrições terminaram na quinta-feira e quem sobe no tatame em Bel Air já está nas chaves publicadas no Smoothcomp.

Tiago Rocha exibe as medalhas de ouro do bicampeonato no Mundial da PBJJF de 2025, a régua para quem volta a Maryland em 2026.
Tiago Rocha exibe as medalhas de ouro do bicampeonato no Mundial da PBJJF de 2025, a régua para quem volta a Maryland em 2026. Foto: Divulgação/PBJJF

SEM SEGUNDA CHANCE: TODAS AS CHAVES DO MUNDIAL DA PBJJF 2026 SEGUEM A ELIMINAÇÃO SIMPLES

O regulamento não deixa margem para tropeço. Em todas as divisões do Mundial da PBJJF 2026, quem perde está fora, e o caminho até o ouro passa por uma sequência de lutas sem respiro. É o mesmo formato das grandes competições do calendário internacional, com os atletas separados por faixa, idade e peso, da faixa-branca à faixa-preta, e os masters divididos por faixas etárias.

A grade em um único dia é um teste a mais. Com kimono e sem kimono dividem o mesmo ginásio, e não é raro ver competidores inscritos nas duas frentes, trocando de roupa e de estratégia entre uma chave e outra. Para os mais ousados, ainda há o absoluto, aberto a qualquer peso e disputado depois das categorias, quando o cansaço já pesa nos braços e a cabeça precisa segurar o game.

MAIS DE US$ 70 MIL EM PRÊMIOS E UM CINTURÃO DOURADO PARA QUEM DOMINAR O ABSOLUTO EM BEL AIR

O dinheiro é o grande chamariz da edição. O presidente da federação, o faixa-preta João Paulo Ferreira, o JP, tratou o Mundial como o momento principal da PBJJF no segundo semestre e anunciou mais de US$ 70 mil em premiação, um salto em relação a 2025, quando a entidade divulgou prêmios de até US$ 10 mil para as principais divisões. Além das medalhas, o campeão absoluto leva para casa o cinturão.

Cheque simbólico do Mundial da PBJJF exposto na arena de 2025; para 2026, a federação promete mais de US$ 70 mil em prêmios.
Cheque simbólico do Mundial da PBJJF exposto na arena de 2025; para 2026, a federação promete mais de US$ 70 mil em prêmios. Foto: Divulgação/PBJJF

Para JP, o campeonato é a vitrine de um projeto maior. A federação quer acompanhar o praticante o ano inteiro, e não só no dia da competição, com a PBJJF Academy, voltada à formação de professores e gestores, uma moeda própria, a PBJJF Coin, e a Game Arena, espaço de entretenimento para crianças e famílias nos eventos. Bel Air será o primeiro grande palco para medir a resposta do público a essa proposta.

TRI DE RAYMOND MILLER, BI DE TIAGO ROCHA E OS PIMENTA: AS HISTÓRIAS DE 2025 QUE SERVEM DE RÉGUA

A edição passada, disputada em 25 e 26 de outubro de 2025, também em Maryland, deixou a régua alta. O faixa-preta Pedro Rubim foi o grande nome do adulto, com quatro medalhas de ouro no peito. No feminino, Márcia Ramos venceu de novo o absoluto e chegou ao tricampeonato mundial da federação. Ricardo Evangelista levou o absoluto master com kimono, e, sem kimono, Arthur Pimenta faturou o absoluto adulto e Wellington de Oliveira, o absoluto master.

Raymond Miller com os ouros que fecharam o tricampeonato mundial da PBJJF em 2025, campanha construída a partir das costas.
Raymond Miller com os ouros que fecharam o tricampeonato mundial da PBJJF em 2025, campanha construída a partir das costas. Foto: Divulgação/PBJJF

Entre os veteranos, o professor Tiago Rocha conquistou o bicampeonato mundial da PBJJF com uma campanha de controle, e o norte-americano Raymond Miller fechou a trinca, campeão em 2023, 2024 e 2025, apostando no jogo de guarda e nas pegadas nas costas, posição em que, segundo ele, quase sempre encontra a finalização. Os dois mostraram que, na eliminação simples, a cabeça fria pesa tanto quanto a técnica.

Outra história marcou o ginásio em 2025. Referência do Jiu-Jitsu brasileiro, Denilson Pimenta viu os três filhos subirem ao lugar mais alto do pódio no mesmo Mundial. Um deles, faixa-marrom de apenas 17 anos, venceu o absoluto No Gi finalizando um faixa-preta, um feito que o próprio pai chamou de “história sendo escrita”. É esse tipo de surpresa que o absoluto costuma guardar.

BRASILEIROS NA DISPUTA: LUKAS FREITAS VAI A MARYLAND EM BUSCA DO OURO NA PRIMEIRA TEMPORADA NA FAIXA-PRETA

Um dos brasileiros confirmados é o manauara Lukas Freitas, aluno do professor Rodrigo Freitas. Em sua primeira temporada completa entre os faixas-pretas, ele foi bronze no Jiu-Jitsu CON, lutou o primeiro UFC BJJ Open, em Las Vegas, e chegou às quartas de final do peso pluma no Pan No Gi da IBJJF, no início de outubro. Em Bel Air, a meta é o lugar mais alto do pódio. A The Mat Nation já mostrou como as inscrições do Mundial da PBJJF fecharam com mais de US$ 70 mil em prêmios em jogo e sem vagas para cadastro no ginásio.

O Mundial da PBJJF 2026 começa às 10h, no horário de Brasília, com transmissão ao vivo da FloGrappling. A The Mat Nation acompanha o campeonato e traz os campeões da faixa-preta assim que os resultados oficiais forem divulgados.

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