RIO SPRING 2026: RODRIGO ‘BRAGUINHA’ DEIXA O CORNER, VAI À LUTA E FATURA O OURO NO PESO LEVE SEM KIMONO

Faixa-preta de Judô e de Jiu-Jitsu, o treinador por trás de campeões da nova geração subiu no topo do pódio no adulto do Rio Spring

Rodrigo Santos Braga, o ‘Braguinha’, trocou a beira do tatame pelo centro da área de luta e mostrou como se faz. Acostumado a orientar seus alunos no corner, o treinador partiu para a ação no Rio Spring Open No Gi, torneio da CBJJ disputado nesta sexta-feira, 16 de outubro, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O resultado não poderia ser melhor. ‘Braguinha’ assumiu o topo do pódio no peso leve adulto e saiu do ginásio com a medalha de ouro no peito. Para quem estava no ginásio, a vitória teve gosto de aula prática.

Rodrigo 'Braguinha' com a medalha de ouro do Rio Spring 2026, da IBJJF
Rodrigo ‘Braguinha’ com a medalha de ouro do peso leve sem kimono do Rio Spring 2026. Foto: Divulgação

MÃO NA MASSA: O TREINADOR DE CAMPEÕES PROVA O MÉTODO NO TATAME

Faixa-preta de Judô e de Jiu-Jitsu, Braguinha une as duas artes numa metodologia de treino que vem produzindo campeões da nova geração. É essa experiência dupla que ele leva para as aulas. A base das quedas do Judô e o jogo de solo do Jiu-Jitsu formam o repertório que ele passa adiante todos os dias.

Atleta da Pirâmide Grappling, ele dá aulas na equipe e também na 220 Pro Team, academia do fenômeno Daniel ‘220’. Na rotina, o foco costuma estar nos alunos. No Rio Spring, foi a vez do professor provar na prática o que ensina.

DO JUDÔ AO JIU-JITSU: BRAGUINHA COMEÇOU NAS ARTES MARCIAIS

A relação de Braguinha com o tatame começou cedo. Ele deu os primeiros passos nas artes marciais ainda na infância, no Judô, e construiu ali a base que hoje faz dele uma referência em quedas. Anos depois, migrou para o Jiu-Jitsu e passou a adaptar as projeções para a realidade do grappling sem kimono.

O trabalho deu origem ao Judô dos Crias, projeto criado por ele para ensinar o Judô aplicado ao Jiu-Jitsu, com e sem kimono. A proposta é mostrar que as quedas não precisam ficar restritas aos judocas e podem decidir uma luta de Jiu-Jitsu desde o primeiro minuto.

Nos bastidores, o treinador é responsável por afiar as quedas de atletas de alto rendimento que disputam os principais torneios do circuito. No Rio Spring, foi a vez de ele usar o próprio repertório para subir no lugar mais alto do pódio.

No grappling sem kimono, sem as pegadas na gola e na manga, as quedas exigem adaptação. O controle no pescoço, nos braços e na cintura substitui o pano, e é aí que o Judô de Braguinha faz diferença.

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