Bruno Bastos é um faixa-preta dedicado ao ensino do Jiu-Jitsu, mas a vocação de transmitir aos alunos conhecimentos técnicos não o satisfazia totalmente. Hoje, em Midland, no Texas, Bruno comanda um centro de treinamento que se destaca pela estrutura e pelo material humano. Foi com a chegada de Cassia Moura, a atleta de Bruno mais evidência atualmente, que o professor enxergou a necessidade de fazer mais pelos competidores que orientava. Foi o que ele revelou em entrevista exclusiva ao portal da The Mat Nation.
“Alguns alunos estavam na transição da faixa-marrom para a preta e eu acreditava no futuro deles. Eu via que eles precisavam de algo a mais para atrair oportunidades de crescimento da carreira. Ao mesmo tempo, a Cassia tinha acabado de chegar aqui e eu também sabia do potencial dela, mesmo sendo somente faixa-azul. Então, em vez de acionar alguém para assumir esse meio-campo, eu mesmo decidi fazer”, explicou.
O desejo de ingressar nessa área veio acompanhado de estudo prévio. Bruno Bastos tem formação em Gestão Esportiva e diz que sempre se interessou por campos de conhecimentos que extrapolam os limites do tatame. A decisão definitiva aconteceu depois da conversa com um grupo ainda pequeno na academia, incluindo Emily Ferreira, um de seus talentos, e a própria Cassia. “Fiz um post no Instagram anunciando a ‘Beyond Jiu-Jitsu Management’ e foi assim que tudo começou”, disse.

O ATO DE ASSINAR UM CONTRATO PRECISA SER VISTO COM MAIS RESPONSABILIDADE; É NESSE MOMENTO QUE UM EMPRESÁRIO PODE ORIENTAR
Durante a carreira de atleta profissional, Bruno experimentou a dificuldade de ter que lidar com tudo sozinho. Foi por isso também que ele identificou uma carência nessa parte de gestão de carreira. Hoje o Jiu-Jitsu, com e sem kimono, é um esporte com pluralidade de eventos, em um momento de desenvolvimento cada vez mais veloz. Oportunidades não faltam, mas é preciso ser notado e, depois disso, analisar com cuidado as cláusulas de um contrato. O atleta que tem um empresário para lidar com isso, deixa a burocracia de lado, em boas mãos, para focar no treino e cuidar da própria imagem, outro aspecto bastante importante no meio profissional.

“Acredito que a real importância é poder focar na sua carreira, enquanto um profissional qualificado busca os melhores acordos, seja em superlutas, seminários, cursos, contratos de patrocínio, entrevistas, participação em podcasts, etc. Eu fazia tudo sozinho. Então, sei o tanto de trabalho que tem que ser feito para organizar tudo. Os contratos, por exemplo, na maioria das vezes, os atletas não checam tudo. E mesmo quando verificam, podem não entender completamente. Sem contar, também, o poder de negociação de um empresário. Entendo o lado dos eventos e patrocinadores, mas sempre negocio o melhor acordo para os meus atletas”, detalhou.

MESMO CAMPEÕES RENOMADOS E BEM POSICIONADOS NÃO DISPENSAM O KNOW-HOW DE UM GESTOR DE CARREIRA
Hoje a cartela de competidores sob os cuidados de Bruno está extensa e repleta de nomes que fazem parte da elite do Jiu-Jitsu. Tayane Porfírio, João ‘Bisnaga’ Mendes, Cassia Moura, Rider Zuchi, Júlia Boscher e Aurelie Le Vern são alguns deles. Todos estão com compromissos iminentes em eventos de renome internacional. De acordo com Bruno, a estratégia de abordagem na busca do posicionamento do atleta é totalmente personalizada. Depende do momento da carreira e dos objetivos a serem alcançados. Bruno avalia caso a caso e seu trabalho à frente da ‘Beyond Jiu-Jitsu Management’ vem ganhando cada vez mais alcance por conta de resultados positivos.
“Acredito que a minha história no Jiu-Jitsu, somada a minha credibilidade dentro da comunidade, ajudam bastante. Eu quero o crescimento do esporte e estou comprometido com isso”, enfatizou.


